Depois de ser eleito um dos dez melhores pratos com carne crua do mundo, de acordo com o ranking do portal europeu de gastronomia TasteAtlas, a curitibana Carne de Onça teve o seu pedido de reconhecimento de Indicação Geográfica (IG) protocolado no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), na modalidade Indicação de Procedência.

A solicitação de concessão da indicação geográfica da iguaria curitibana foi feita pelo Sebrae-PR e Associação Amigos da Onça (AAOnça). O trabalho conjunto começou em janeiro deste ano, seguindo protocolo e metodologia do INPI.

“A Carne de Onça é um orgulho de Curitiba e este pedido de concessão da indicação geográfica irá reconhecer a importância deste prato, ajudando a valorizar ainda mais as tradições, a história e a cultura da capital”, salienta o prefeito Rafael Greca.

Greca ainda avalia que a conquista da IG pela Carne de Onça deverá ajudar a atrair ainda mais turistas para Curitiba. “A gastronomia é um dos diferenciais de um destino e este tipo de reconhecimento sempre torna o prato ainda mais atraente e disputado nos estabelecimentos que o têm em seu cardápio”, justifica Greca.

O INPI tem até dois anos para examinar a documentação e determinar a concessão da IG.

Documentação 

A consultora do Sebrae/PR Márcia Giubertoni lembra que houve um trabalho conjunto com os empresários ligados a AAOnça, envolvendo aspectos como associativismo, liderança e, claro, a caracterização, levantamento da história, organizando um dossiê com a documentação exigida para a proteção da Carne de Onça. Ela ressaltou que a conscientização, o conhecimento e os dados fornecidos pelos empresários facilitou o processo.

“Nossa região possui uma riqueza étnica abundante, com pratos diferenciados e consolidados. É um privilégio para o Sebrae/PR apoiar os empresários na busca do que realmente precisava ser protegido”, afirma Márcia.

Atualmente, de acordo com a Associação Amigos da Onça, mais de 200 restaurantes curitibanos trabalham com a Carne de Onça.

Em 2016, a Carne de Onça foi oficializada como patrimônio cultural da cidade.

Fonte: Prefeitura de Curitiba

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